Revisão Administrativa

É de fundamental importância que os administradores paroquiais, diocesanos e de institutos religiosos e de entidades com ou sem fins lucrativos tenham conhecimento, pelo menos,  do princípio fundamental de contabilidade “entidade”, ou seja, distinguir a pessoa física da jurídica, que em muitas vezes por não terem conhecimentos necessários ou por não serem administradores com conhecimentos contábeis, confundem tal gestão financeira.

Esclarecendo

É a técnica contábil que, por meio de procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame de registro e documentos, inspeções e na obtenção de informações e confirmações relacionadas com o controle do patrimônio de uma entidade, objetiva obter elementos de convicção que permitem julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os Princípios Contábeis Geralmente Aceitos e se as Demonstrações Financeiras delas decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período examinado e as demais situações nela demonstrada (Hilário Franco).

Já a auditoria contábil surgiu primeiramente na Inglaterra, primeira nação a possuir grandes empresas de comércio e a instituir imposto sobre a renda.

 Auditoria faz refletir sobre o seu patrimônio sob vários aspectos como:

1. Administrativo: contribui para a redução de ineficiência, negligência, incapacidade e improbidade de seus administradores;

2. Patrimonial: bens, direitos e obrigações;

3. Fiscal: cumprimento das obrigações fiscais, resguardando contra possíveis penalidades;

4. Técnico: eficiência de serviços contábeis;

5. Financeiro, Econômico, Ético, Social: examinam a correta aplicação dos recursos para fins sociais e ambientais e certifica a confiabilidade destes dados.

Aspectos relevantes

Existem normas de auditoria que são as regras ditadas pelos órgãos reguladores da profissão contábil, e tem por objetivo a regulação da profissão e atividade bem como estabelecer diretrizes a serem seguidas pelos profissionais no desenvolver de seus trabalhos. Portanto, tais normas vigentes no Brasil são emitidas em conjunto pelo CFC (Conselho Federal de Contabilidade), IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil), BCB (Banco Central do Brasil), CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Superintendência de Seguros Privados e em termos internacionais, a Federação Internacional de Contadores (IFAC) que também tem pronunciamento por meio da Comissão de Normas Internacionais de Auditoria.

“A administração da empresa é responsável pelo estabelecimento do sistema de controle interno, pela verificação de que está sendo seguido pelos funcionários e por suas possíveis modificações”.

Existem várias modalidades de Auditoria Interna que foram sendo incorporadas ao longo do processo de desenvolvimento nas diversas atividades do setor empresarial ou social.

5 exemplos de modalidades de autoria interna

1. Contábil/financeira

A auditoria contábil focaliza prioritariamente as demonstrações financeiras examinando e avaliando os procedimentos e registros quanto ao nível de adequação à legislação e aos Princípios Fundamentais da Contabilidade, bem como as normas internas da empresa, visa buscar o planejamento e controle dos resultados.

 2. Sistemas

Abrange o exame e avaliação dos processos de desenvolvimento, cabendo informar a administração sobre a adequação, eficiência e segurança e documentação, é uma área importante que integra o processo de automação interna.

 3. Qualidade

É um pressuposto básico em todas as atividades e tem merecido um foco maior na auditoria. É nesse contexto que não se pode esquecer se o seu cliente se encontra satisfeito, pois em tese é o seu produto que deve ter o maior índice de satisfação.

 4. Operacional

É considerado, em essência, um enfoque em assessorar a administração no desempenho efetivo de suas funções e responsabilidade, avaliando se a organização, unidades, sistemas e operações e programas da empresa estão atingindo os objetivos da corporação de forma eficiente.

 5. Gestão

Apresenta características específicas, pois na maioria das vezes sobrepõe como a financeira pois complementa a operacional, que por sua vez se utiliza na obtenção dos melhores resultados. Já na gestão utiliza-se dos procedimentos dotados nas outras modalidades, mas focada na avaliação dos resultados obtidos pela unidade sob exame.

Com isso, podemos dizer que o procedimento de auditoria é a revisão, a qual compreende o exame de documentos, registros e demonstrações contábeis, sob o aspecto técnico e aritmético, a fim de descobrir e sanar irregularidades, erros ou fraudes, que podem ter sido cometidos tanto por funcionários como por administradores e ou gestores.

Por Dorival Venciguera
Contador, Pós-Graduado em Controladoria e Gestão Empresarial, Auditor e Perito Judicial e um dos Maiores Especialistas sobre Contabilidade do Terceiro Setor. Oferece conteúdos gratuitos que têm ajudado milhares de pessoas e entidades no Brasil.

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